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Young woman running, Sweden.
Comportamento

Porque odiamos academia e dicas para começar a se exercitar

em 23/11/2016 por Gleici Duarte

Eu odeio academia. Nós temos um relacionamento problemático há anos, e nunca foi algo estável e duradouro. Eu, que estou acima do peso e sou assim desde que me entendo por gente, sempre achei um ambiente extremamente agressivo (ao menos em um primeiro momento). Agressivo porque não nos sentimos bem ou adequadas para estar ali. Nossas séries são diferentes, as pessoas subestimam o que conseguimos fazer ou ficam observando nossos erros.

Me sinto realmente péssima. Há meninas que conseguem achar aulas mais adequadas ou estruturas menos opressivas e não enxergam a academia como um lugar inóspito a gordinhas, mas eu infelizmente nunca senti isso.

Ter uma vida saudável não tem segredo além de uma alimentação bacana e atividade física. O problema é que sempre focamos apenas na estética de tudo isso, buscando dietas insustentáveis ou exercícios que não gostamos, logo, é uma receita fadada ao fracasso. Hoje eu descobri como sentir a atividade física como algo prazeroso, e isso só aconteceu saindo dos exercícios engessados em máquinas de repetição dentro de uma academia.

Crie metas

lista-de-objetivos

Independente da atividade que pretende fazer, comece aos poucos e vá observando o seu rendimento. Pense que em dois meses você quer conseguir alcançar ritmo x, ou em três meses progredir na distância da corrida, etc. Sempre que possível, estude essas metas com um educador físico.

Playlist é fundamental

playlist

Eu não suporto fazer exercício se não estiver tocando É o Tchan, sabe? Tem que ser uma música que te anima e te dá empolgação. Quando sinto preguiça de ir me exercitar, coloco minhas músicas em casa para ir me preparando e animando. As playlists podem ser legais também para cronometrar seu tempo de exercício.

Uma excelente dica para montar suas playlists são os apps Spotify e Deezer.

Caminhadas e corridas

running

Caminhada é o exercício mais democrático e fácil de fazer. Comece aos poucos, com distâncias curtas e vá seguindo no seu ritmo. Evite correr ou puxar o ritmo se não se sente preparada, e se sentir qualquer dor, procure um médico e educador físico.

Lutas

lutar

Sempre tive vontade de praticar alguma luta, porque além de ser um excelente exercício, te passa conhecimentos sobre esportes e sobre seu corpo e evolução. Dependendo da sua cidade, existem academias específicas para lutas com professores mais qualificados. Vale a pena perguntar a amigos e pedir referências sobre lugares com atividades e preços bacanas.

Saindo da rotina de academia

rotina-academia

Na minha cidade há uma febre louca por CrossFit, atualmente eu tenho feito treino funcional e estou amando. A academia que frequento é especializada em treino funcional, logo, as atividades não são individualistas em máquinas e existe todo uma interação em grupo. Me dá bastante orgulho ver o corpo evoluindo, sem cair no tédio ou me sentir inferior por não fazer algo. As cargas e repetições são adequadas para cada tipo de pessoa.

Procure profissionais

Vale a pena procurar um profissional para ajustar suas metas àquilo que você pode fazer agora, alinhado com sua rotina e realidade. Nutricionistas, médicos e educadores físicos tão aí pra nos passar segurança e evitar problemas de saúde.

E aí? Já segue alguma dessas dicas? O que melhor funciona pra você?

ghostbusters

Comportamento, Geek e Tecnologia, Tv, Séries e Livros

Ghostbusters e Feminismo

em 29/07/2016 por Gleici Duarte

Lançado recentemente, o novo Ghostbusters tem sido associado ao feminismo por diversos motivos, como contar com um elenco de protagonistas mulheres, não usar a figura da mulher sexualizada como objeto para atrair expectadores, além do humor e representatividade feminina.

Pra Melissa McCarthy,  o filme é de fato uma expressão #girlpower e isso não se limita apenas ao protagonismo que ela, Kristen WiigKate McKinnonLeslie Jones representam. Há uma equipe gigantesca de figurinistas, dublês, roteirista, assistentes de produção, entre outras integrada por mulheres.

Todo trabalho é um reflexo do movimento que vem questionando o papel feminino na indústria cinematográfica, onde há somente 19% da equipe atrás das câmeras, e que também remete ao discurso de Cate Blanchett no Oscar de 2014, que denunciou sobre apenas 15% dos filmes terem mulheres como protagonistas.

Ghostbusters e Feminismo

Equipe do filme.

Dentre tantos significados impressionantes, um número assustou a todos: O trailer oficial do filme está na décima posição dos vídeos com mais avaliações negativas do YouTube.

Poderia ser um trailer melhor, com mais humor fazendo jus ao potencial do elenco, confesso. Mas o retorno que se nota vai além de uma simples insatisfação, como podemos ler em comentários como “Que vergonha para quem usado ou criado uma segunda conta para dar dislike nisto… Vocês têm que usar três.” e “Feminismo lixo” dentre os comentários mais curtidos no vídeo. Há também um esforço em conjunto para diminuir sua nota no IMDb e outros sites de reviews antes mesmo da estréia.

Infelizmente, o ódio online não para por aí. Leslie Jones, que interpreta Patty Tolan no filme, sofreu ataques racistas no Twitter dias após a estréia do filme. Antes de deletar sua conta na rede, a atriz declarou “Ok, eu já fui chamada de macaco, recebi fotos de bundas e até uma imagem com esperma no meu rosto. Estou tentando descobrir o que é o ser humano. Desisto“.

Leslie Jones falou recentemente sobre a importância da representatividade num programa de Talk Show, homenageando e agradecendo Whoopi Goldberg por inspirar sua carreira simplesmente por tê-la visto na TV quando criança: “Papai! Eu posso estar na TV! Eu posso fazer isso! Olhe pra ela! É igualzinha a mim!“. Para muitos o filme pode ser apenas mais uma produção, mas para milhares de garotas e crianças, é sinônimo de inspiração e confiança.

Ghostbusters Feminista

Assisti o filme e, mesmo ciente de que iria gostar de alguns pontos já levantados antes do lançamento, me surpreendi com a leveza das interações entre as personagens, a mensagem sobre a não desistência de sonhos por carreiras de prestígio, o papel invertido de Chris Hemsworth como bonitão vazio, os efeitos visuais (3D está incrível!) e o protagonismo feminino como um todo. É sim mais um remake de um filme consagrado, porém adaptado para dar voz aos tempos de mudanças.

É notório o fato de que o ódio a mulheres (misoginia) floresce quando personagens femininas não estão em posição de submissão ou com os corpos expostos de maneira sexualizada. O protagonismo feminino não estereotipado irrita dentro e fora das telas, mas não vão nos parar por isso.