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Como agir no carnaval se o cara me desrespeitar?

em 05/02/2016 por Gleici Duarte

Carnaval está aí, né? Muita alegria, festas e bloquinhos como sempre. Mas, infelizmente, também estão presentes os assédios sexuais. Eu sinto que no último ano as coisas estão diferentes. Vejo minhas amigas, irmãs, colegas não se calando mais em situações de opressão, e creio que isso também pode ser refletido em nossas posturas perante cantadas e assédios nas festividades do carnaval.

Esse é um guia para esclarecer e orientar vítimas de assédio.

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Paquera ou assédio?

Consentimento é a palavra chave. Cantadas e assédios físicos não são maneiras de se conhecer alguém para um contato íntimo. A paquera é uma tentativa legítima de se aproximar de alguém que você esteja interessado, já o assédio não leva a uma intimidade.

Por exemplo: Se um cara grita contigo na rua de dentro do seu carro, ele não conta com uma reciprocidade, apenas se impõe sobre a vítima.

Paquera não causa angústia ou medo. Se o cara não aceitar o “não” como resposta e tentar te intimidar é, necessariamente, assédio.

O que é assédio sexual?

É uma manifestação sexual ou sensual alheia à vontade da pessoa a quem se dirige. São abordagens grosseiras, cantadas abusivas e posturas inadequadas que causam constrangimento, humilhação e medo.

Devemos denunciar pois dizer não ao assédio é se impor e não aceitar a objetificação sexual da mulher. É afirmar que mulheres têm o controle sobre sua sexualidade e expressão.

O que o assédio pode causar?

Os danos físicos e psicológicos do assédio podem ser mais graves do que aparenta. Pode haver quadros de ansiedade, depressão, alterações de apetite e peso, dores de cabeça, distúrbios de sono e estresse.

A perda da liberdade também é um dano causado pelo assédio, pois a mulher pode abrir mão da própria liberdade de usar uma roupa, maquiagem ou comportamento com medo de sofrer abordagens.

De onde vem o problema?

O assédio é uma tentativa de demonstrar poder e intimidar a vítima, e pode acontecer com todas as mulheres, independente das suas roupas, aparência, comportamento ou local onde está. Quem comete o assédio não tem vontade de fazer um elogio ou uma aproximação consensual.

A culpa e responsabilidade do assédio é sempre do assediador, e NUNCA da vítima.

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Segundo a lei:

  • Assédio sexual: Caracteríza-se por constrangimentos e ameaças com a finalidade de obter favores sexuais feita por alguém de posição superior à vítima (Art. 216-A do Código Penal).
  • Importunação ofensiva ao pudor: Trata-se do assédio verbal, quando alguém diz coisas desagradáveis ou ameaças. Essas condutas também são formas de agressão que devem ser denunciadas (Art 61 da Lei 3688/1941).
  • Estupro: Tocar as partes íntimas de alguém, fazer contato com físico com o corpo da vítima usando o órgão sexual, constranger alguém, mediante violência ou ameaça, a ter conjunção carnal ou mesmo praticar ato libidinoso sem consentimento. Entenda como ato libidinoso qualquer contato com cunho sexual, seja beijo forçado, contato com seus seios ou outras regiões íntimas (Art. 213 do Código Penal).
  • Ato obsceno: Quando alguém pratica uma ação sexual em público, a fim de constranger ou ameaçar alguém, como por exemplo, exibir seus genitais (Art. 233 do Código Penal).

Como denunciar?

Infelizmente, vivemos num pais onde o machismo é institucionalizado e muitas vítimas não se sentem seguras ou confortáveis para realizar denúncias a um policial militar ou mesmo numa delegacia da polícia civil. Por isso, recomendo que você tenha uma testemunha do ocorrido, e que guarde características físicas do agressor, como roupas que usava, altura, aparência, etc. Se possível, tire uma foto do agressor caso você tenha uma oportunidade segura.

Procure ajuda da polícia militar ou vá direto a uma delegacia e realize a denúncia. A delegacia da mulher é mais familiarizada com esse tipo de caso e pode ter um tato melhor para lidar com as vítimas e procedimento. Caso se sinta mais confortável, peça atendimento para uma agente do sexo feminino.

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Não tenha medo e denuncie! Se a abordagem é agressiva ligue para 180! Estamos juntas nessa.

Veja vídeos com a temática feminista clicando aqui, e outros artigos no blog sobre feminismo aqui.

Fontes: Cartilha Contra Assédio – Defensoria Pública do Estado de São Paulo, em associação com Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher.
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A fragilidade dos argumentos contrários ao Feminismo

em 30/09/2015 por Gleici Duarte

Esse é mais um post seguindo uma temática feminista aqui no blog. Já falei sobre o coletor menstrual, onde trato sobre quebra de tabus e empoderamento, rivalidade feminina e vazamento de fotos íntimas.

Como o retorno em todos esses posts foi muito rico e positivo, quero hoje falar sobre o feminismo propriamente dito.

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Por que temos tanto medo da palavra feminismo?

Eu já reproduzi muito discurso de ódio e disseminei informações erradas sobre o feminismo, por isso hoje não julgo quem o faz. Ouvimos e nos habituamos com falas que generalizam o movimento e possuem cunho pejorativo. Em outras palavras, aceitamos a ideia de que o feminismo é um movimento radical, desnecessário, exagerado e desrespeitoso.

Concordamos com a ideia graças à manipulação de informações erradas que são repetidas no nosso dia a dia, então um conceito torto é formado. Também existe o fator de que certas pessoas nos tratam melhor e validam nosso comportamento quando falamos mal do movimento.

“Olha como essa garota é legal! Ela não precisa do feminismo e nem de mimimi.”

Então, eu tô aqui pra pedir pra você se despir do escudo que você construiu por todos esses anos para afastar ideias feministas e ler o que eu tenho pra te dizer, ok?

Machismo, Feminismo ou Humanismo?

Eu não sou machista, nem feminista. Eu sou humanista!“. É com essa frase que preciso explicar de forma bem resumida o que é feminismo e o que é machismo pra vocês segundo o dicionário Michaelis.

  • Machismo: Atitude ou comportamento de quem não admite a igualdade de direitos para o homem e a mulher, sendo, pois, contrário ao feminismo.
  • Feminismo: Movimento iniciado na Europa com o intuito de conquistar a equiparação dos direitos políticos e sociais de ambos os sexos.

Logo, vocês podem ver que o feminismo não se trata de ódio à figura masculna e nem luta pela superioridade da mulher com relação ao homem. O contrário de machismo não é feminismo. O contrário de machismo é direitos humanos.

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“Eu não preciso do feminismo!”

É fácil falar dessa forma quando não enxergamos um sistema de opressão patriarcal à nossa volta. Por mais que tenhamos leis e diretrizes que nos dão direitos iguais independentes do sexo teoricamente, na prática ainda encontramos violências estruturais, culturais e sociais.

  • Não é mimimi desejar se sentir segura ao passar por uma rua deserta sem ter medo de ser estuprada;
  • Não é mimimi querer ganhar o mesmo que um homem que está num mesmo cargo de emprego que nós (ref.);
  • Não é mimimi lidar com múltipla jornada de trabalho, lidando com tarefas fora e dentro de casa;
  • Não é mimimi ser julgada pelos seus comportamentos sexuais uma vez que sua vida íntima só diz respeito a você.

Eu fiz um post completo com vídeo sobre razões pra você PRECISAR e DEFENDER o feminismo. Veja a matéria completa clicando aqui.

Por que não usar o termo “Feminazi”?

Porque pedir equidade de gênero não se compara a um dos maiores genocídios da história da humanidade. Não tem graça fazer piada com holocausto, guerras e sofrimento, ok?

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 O alistamento militar, aposentadoria e dividir conta

Escuto tanto como ataque as frases “Se vocês querem direitos iguais, peçam obrigatoriedade do alistamento militar!” e “Se aposentem na mesma idade que os homens!“. Gente, não é mais fácil os homens lutarem pelos próprios direitos nesses quesitos e pararem de atacar as feministas? Só acho isso mesmo.

É feminista até a hora de pagar a conta.“, nossa essa me faz pensar se a capacidade de diálogo da pessoa é limitada pra conversar sobre estar apertado financeiramente antes de sair ou mesmo expôr seu desconforto, seja homem ou mulher.

O feminismo dito como “radical”

Existe uma vertente feminista chamada radical (rad) que visa problematizar questões desde sua raiz, mas o “radical” que as pessoas se referem nas críticas generalistas é sobre manifestações onde existe encenações e nudez. Não vou entrar nos méritos de quem faz essas ações, mas vou deixar uma reflexão simples pra vocês: Eu não posso julgar uma pessoa que sofreu alguma opressão ou violência e encontra formas de se manifestar e se expressar sobre. Eu não posso dar palpite sobre o corpo, reações e exposição de alguém que não seja eu mesma. Entendem?

A marcha das vadias é um desses movimentos que carregam consigo muitos tabus criados pela nossa sociedade. Seios a mostra no carnaval são ok, mas seios a mostra numa manifestação contra a objetificação do corpo da mulher são imorais. Estranho, não? Nudez só é válida se está dentro dos padrões de beleza e se gera lucro pra alguém.

Nesse trecho também vale lançar o seguinte questionamento: Por que mamilo de homem é normal e o nosso imoral? Por que nós somos imorais? Vadias? Loucas radicais?

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Por que as pessoas insistem em ofender as feministas?

É muito cômodo continuar defendendo um ponto de vista ignorante e orgulhoso atacando de forma baixa quem discorda e confronta você. É por essas e outras que eu não me dou ao trabalho de discutir com quem apela para ofensas pessoais e discursos generalistas e preconceituosos. Meu conselho é que você faça o mesmo.

Movimentos no Facebook

Esse artigo não tem o intuito de aprofundar em vertentes específicas do feminismo, ok? As páginas que recomendo aqui são movimentos que têm caráter feminista de forma geral e que podem ajudar vocês de alguma forma.

  • Empodere Duas Mulheres: Página que prega o empoderamento feminino, trazendo questionamentos básicos do cotidiano e disseminando informações de forma responsável.
  • Vamos juntas?: Movimento que chama atenção das mulheres para situações de risco para outras mulheres em locais públicos.
  • Carol Rossetti: Artista que ilustra empoderamento feminino sobre várias temáticas. Ela é a autora das artes usadas nesse artigo.

Pra finalizar, esse post tá resumido de uma forma bem didática e leve nesse vídeo:

Ele também está disponibilizado no Facebook (clique aqui) onde você pode compartilhar com mais facilidade.

Um forte abraço e até breve!